O mês de junho rendeu uma receita considerável ao Palmeiras. Ao mesmo tempo, os gastos atingiram um nível maior do que o previsto. É o que revela o balancete do clube alviverde, recebido pelo UOL Esporte na noite da última quinta-feira.

Segundo o documento, o Palmeiras aguardava por uma receita de pouco mais de R$ 22 milhões para o último mês. Entretanto, os cofres palmeirenses receberam mais de R$ 35 milhões durante os 30 dias de junho.

Boa parte destes R$ 13 milhões de variação deu-se pela transferência do atacante Cristaldo. O argentino acabou negociado com o Cruz Azul-MEX por R$ 10 milhões – R$ 8 milhões serão repassados ao presidente Paulo Nobre, responsável pelo investimento na contratação do jogador, ainda no ano de 2014.

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Palmeiras arrecadou mais do que esperava para o mês…

A previsão da diretoria e do COF (Conselho de Orientação Fiscal) sobre os lucros também sofrem variação quando analisados os números de todo o ano. Em seis meses de 2016, o Palmeiras esperava acumular aproximadamente R$ 158 milhões, mas, até agora, a estimativa de receitas atinge R$ 185 milhões.

Todo este valor, no entanto, corresponde a apenas um ponto de vista contábil. Como publicou o jornal Lance! na última quarta-feira, o fluxo de caixa do clube segue com problemas. Desta forma, este valor acumulado não pode ser utilizado imediatamente.

Se em relação às receitas o saldo foi positivo, sobre as despesas o Palmeiras não esperava gastar tanto no mês passado – e durante o ano de 2016.

O futebol profissional acumulou pouco mais de R$ 29 milhões de gastos no último mês; o clube, de acordo com o balanço divulgado, esperava gastar R$ 10 milhões a menos no período.

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…mas os gastos também cresceram em relação à estimativa inicial

De acordo com pessoas ouvidas pela reportagem, dois fatores contribuem para o gasto a mais: o pagamento de dívidas antigas e os 10% de receitas mensais do clube destinadas a Paulo Nobre – o presidente emprestou R$ 103 mi.

Desde setembro de 2014, o Conselho Deliberativo aprovou uma manobra que retira parte do dinheiro acumulado para um fundo destinado ao mandatário. O banco Votorantim, responsável por administrar o dinheiro, faz a ponte entre o Palmeiras e Paulo Nobre.

A variação torna-se ainda maior se calculado o valor anual. O Palmeiras esperava gastar com o futebol R$ 124,5 mi em seis meses, mas as despesas alcançaram R$ 148 milhões. São quase R$ 24 mi a mais em relação à estimativa inicial.

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